Textos vencedores do concurso literário da escola sobre A TOLERÂNCIA – 2º LUGAR

Escola Profissional Espinho

Textos vencedores do concurso literário da escola sobre A TOLERÂNCIA – 2º LUGAR

Este ano o tema vai ser um pouco diferente, não vou falar do Natal, mas posso relacionar com este. O que achas de falar de tolerância? Pessoalmente, acho um tema arriscado para ser tratado por uma jovem de dezoito anos, mas é algo que deve ser falado em qualquer altura do ano.
Hoje em dia, deparamo-nos com ideias e definições novas, pessoas “diferentes” de nós, atitudes que não nos passariam pela cabeça … E como agimos? Uns ignoram, outros toleram, mas a maior parte não aceita que haja diferença.
Ao longo dos últimos dois anos temos vários exemplos: os imigrantes que chegam até nós e não os recebemos bem; o facto de haver homens que querem ser mulheres e vice-versa; partidos novos que defendem a natureza e os animais; o veganismo, etc. Ouço todos os dias opiniões acerca dos exemplos que enumerei, ainda há quem não aceite isto e é isso que vos quero dizer hoje ao lerem o meu texto.
Cada vez existe menos tolerância; por coisas que podemos aceitar, fazemos uma tempestade num copo de água.
Na minha família tenho um exemplo, o meu avô não aceita bem o facto de haver trocas de género, não aceita que pessoas de outra etnia tenham os mesmos ou mais direitos que ele. O meu avô pensa à maneira dele e não consegue aceitar as diferenças que existem atualmente. Mas como ele, arrisco-me a dizer, que há mais centenas de pessoas assim.
Não sou ninguém para apontar o dedo, aliás é algo que não quero fazer, mas acho que deveríamos aceitar e se não conseguirmos, devemos respeitar. Cabe a mim e a ti começar por tentar mudar esta falta de tolerância, deixar de lado as diferenças e respeitar. Mas não quero que façamos isto apenas nesta altura do ano porque nós sabemos que no Natal é tudo direcionado à solidariedade, e nos outros dias do ano? Nos outros dias, criticamos as diferenças, ignoramos os pedidos de ajuda e continuamos como se estivéssemos a agir bem. Não é o género, não é a cor da pele, não é o que comemos e não é o que vestimos que nos define. Ainda não vivemos tudo e ainda não conhecemos pessoas suficientes, ou seja, ao longo da nossa vida vamo-nos ainda deparar com mil e uma diferenças, e será que vamos conseguir ser tolerantes com o outro? Mais uma vez vou arriscar dizer e pedir para que a tolerância seja um dos objetivos para o novo ano que se aproxima.
Com isto, vou-me despedir de ti com a esperança que te juntes a mim na tentativa de mudar mentalidades.

 

Maria Duarte, Cozinha/Pastelaria 2º. ano

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